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Design Gráfico

 

Entendamos o Design Gráfico como uma forma de comunicar visualmente um conceito, uma idéia, através de técnicas formais, intrinsecamente ligadas a referências básicas da Psicologia e Percepção visual. Podemos ainda considerá-lo como um meio de estruturar e dar forma à comunicação impressa, em que, no geral, se trabalha o relacionamento entre ‘imagem’ e texto.

Trata-se de uma profissão levada a cabo pelo Designer Visual especializado em design gráfico, que estende a sua área de ação aos diversos meios impressos de comunicação, resultando, mais concretamente, nas seguintes aplicações:

- Identidade corporativa (Branding);
- Design de embalagem (ou Packaging Design);
- Design editorial;
- Sinalética (ou Sinalização);
- Tipografia;

Um Designer Gráfico é, convenientemente, um conhecedor e utilizador das mais variadas técnicas e ferramentas de desenho, mas não só. O Designer Gráfico tem como principal moeda de troca a habilidade para aliar a sua capacidade técnica à crítica e ao repertório conceitual, sendo fornecedor de matéria-prima intelectual, baseada numa extensa cultura visual, social e psicológica. Não é apenas um mero executante, mas sim um condutor criativo que tem em vista um objectivo comunicacional.

Índice

  • 1 História do design gráfico
    • 1.1 Pré-história
    • 1.2 A Invenção Da Impressão
    • 1.3 O Início do Design Industrial
    • 1.4 Design do Século Vinte
  • 2 Áreas do design gráfico
  • 3 Ver também
  • 4 Referências
  • 5 Ligações externas

História do design gráfico

O design gráfico é uma atividade que tem suas origens na pré-história com as primeiras pinturas em cavernas, como as de Lascaux e se estendem através do tempo até as luzes de neon de Ginza. Desde a história antiga até os tempos recentes da explosão da comunicação visual do século XXI, não há uma distinção clara das definições de propaganda, design gráfico e arte refinada. Afinal de contas, eles compartilham muitos dos mesmos elementos, teorias, princípios, práticas e linguagens. Na propaganda, o objetivo final é a venda de bens e serviços. No design gráfico, “a essência é dar ordem às informações, formas às idéias, expressões e sentimentos a artefatos que documentam a experiência humana” .

Pré-história

As pinturas nas cavernas de Lascaux por volta de 14.000 aC e o nascimento da linguagem escrita por volta do terceiro ou quarto milênio aC são marcos significantes na história do design gráfico e outras áreas derivadas.

O Livro de Kells é um exemplo de design gráfico nos estágios iniciais. É um manuscrito dos Evangelhos do Novo Testamento, ilustrado com desenhos ornamentais por monges celtas por volta do ano de 800 AD.

A Invenção Da Impressão

Durante a dinastia Tang (618-907) entre os séculos IV e VII AD, blocos de madeiras eram cortados para imprimir em tecidos e mais tarde em textos budistas. Uma escritura budista impressa em 868 é a versão mais antiga conhecida de um livro impresso. Começando no século XI, pergaminhos mais longos e livros foram produzidos usando impressoras de tipos móveis e disponibilizados com maior facilidade durante a dinastia Song (960-1279). Por volta de 1450, Johann Gutemberg aperfeiçoou a impressora de tipos móveis e com isto, os livros se tornaram mais populares e mais fáceis de serem adquiridos na Europa. Aldus Manutius desenvolveu a estrutura do livro, que acabaria por se tornar a fundação ocidental do design de publicação. Essa era no design gráfico é chamada de Era Humanista.

O Início do Design Industrial

Na Europa do século XIV, especialmente no Reino Unido, o movimento começou a separar o design gráfico da arte. Piet Mondrian é conhecido como o pai do design gráfico. Ele foi um artista, mas seu uso de grids inspirou o sistema moderno de grids usado hoje em anúncios, impressos e diagramações web.

Em 1849, Henry Cole se tornou um dos maiores nomes na educação de design no Reino Unido, informando o governo da importância do design no seu Journal of Design and Manufactures.

De 1892 a 1896, a Kelmscott Press de William Morris publicou os livros que são os mais importantes na área do design gráfico e de produto do movimento Arts and Crafts. Morris provou que existia uma mercado para os trabalhos de design gráfico e foi pioneiro na separação do design da produção e da arte. O trabalho da Kelmscott Press é caracterizada pela obsessão com estilos históricos. Este historicismo foi importante pois gerou uma reação à arte obsoleta do design gráfico do século XIX. O trabalho de Morris, juntamente com o resto do movimento Private Press, influenciou diretamente a Art Nouveau e é indiretamente responsável pelo desenvolvimento do design gráfico no início do século XX.

Design do Século Vinte

O termo “design gráfico” foi originalmente criado por William Addison Dwiggins, um designer de livros americano no início do século XX.

Na década de 20, o construtivismo soviético aplicou a “produção intelectual” em diferentes esferas da produção. O movimento demonstrou como a arte individualista na Rússia revolucionária era inútil e mostrou o caminho em direção à criação de objetos para usos úteis (a forma segue a função).

Jan Tschichold escreveu um livro em 1982 chamado Nova Tipografia onde ditava os princípios da tipografia moderna. Mais tarde ele repudiou a filosofia do seu próprio livro, taxando-a de fascista, porém o mesmo continuou sendo uma forte influência. Tschichold, tipógrafos da Bauhaus como Herbert Bayer e Laszlo Moholy-Nagy, e El Lissitzky são considerados os pais do design gráfico moderno.

Nos anos seguintes, o design gráfico moderno ascendeu na sua aceitação e aplicação no mundo industrial. Uma economia crescente nos Estados Unidos pós-Segunda Guerra estabeleceu uma necessidade maior para o design, principalmente através da publicidade e da embalagem. A imigração da escola alemã de design Bauhaus para Chicago – EUA em 1937 trouxe um minimalismo produzido em massa para o país, espalhando o fogo do design e da arquitetura “moderna” no país.

Nomes notáveis no design moderno incluem Adrian Frutiger, que desenhou os tipos Univers e Frutiger, Paul Rand que de 1930 até sua morte em 1996 aplicou os princípios da Bauhaus na propaganda popular e no design de logos, ajudando a criar um visual diferente do minimalismo europeu, além de se consolidar como um dos principais pioneiros do subgênero do design gráfico conhecido como identidade corporativa, Walter Gropius que fundou a Bauhaus em 1919, entre outros.

Áreas do design gráfico

  • Tipografia (Projeto Gráfico e Diagramação)
  • Design Editorial
  • Design de Embalagem
  • Sinalização
  • Design de Informação
  • Identidade Visual

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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